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Entenda a previdência: Mudanças na aposentadoria

12 de julho de 2016
PacaembuCNC

Há décadas vem sendo discutida a necessidade de uma reforma profunda na Previdência Social, para corrigir o desequilíbrio cada vez maior entre o que ela arrecada e o que gasta. Em uma década, a diferença entre o que entra e o que sai mais que dobrou, chegando a R$ 85,8 bilhões.

A piora nas contas

E com a piora nas contas do governo federal, essa discussão voltou a ganhar força.

Em 2015, uma “minirreforma” tornou mais difícil conseguir alguns benefícios e mudou o cálculo do tempo mínimo para quem quer parar de trabalhar e receber 100% da aposentadoria.

“Não sou contra alguns ajustes/alterações, mas não é sadio, não é plausível, que o discurso seja sempre o da necessidade econômica. A economia de despesas não pode ser a mola propulsora de eventuais reformas previdenciárias, haja vista que estamos falando de direito sociais” diz Theodoro Agostinho Vicente, professor e advogado previdenciário.

A idade da Aposentadoria

O brasileiro hoje se aposenta, em média, aos 54 anos – uma das idades mais baixas do mundo. A idade média é de 53 anos para elas e 55,7 anos para eles.

Na Alemanha e no Japão, a idade média é de 65 anos; e nos EUA, de 66.

Veja como são as regras em outros países do mundo:

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Por que o governo quer que o brasileiro se aposente mais tarde?

Os brasileiros estão vivendo mais, e por isso passam mais tempo recebendo aposentadoria, o que aumenta os gastos da Previdência.

Como é hoje:

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Como será se não houver mudança:

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Expectativa de vida X Idade da Aposentadoria

Evolução da expectativa de vida acompanha o aumento da idade média de aposentadoria

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Como o brasileiro vive mais, há cada vez mais aposentados em relação ao número de trabalhadores pagando a Previdência. Em 2015, os idosos eram 11,7% da população. Em 2060, devem chegar a 33,7%.

Para que o sistema seja sustentável, é preciso ter mais gente contribuindo que pessoas que recebem.

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Antigamente, as pessoas morriam mais cedo. Como as pessoas passaram a viver mais, a Previdência tem um estoque maior de pessoas para sustentar e menos gente contribuindo para manter os beneficiados. Se antigamente a Previdência pagava um benefício por 15 anos, hoje ela paga por até 25 anos. Esse grupo tende a consumir os recursos da aposentadoria por bem mais tempo” diz Newton Conde, especialista em Previdência.

A renda além da aposentadoria

O brasileiro se aposenta cedo, mas não para de trabalhar. A idade média em que ele deixa o mercado de trabalho está entre as mais altas do mundo: era de 70 anos em 2011, contra 62 nos países da União Europeia.

Veja como é em outros países:

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Segunda renda

Mais da metade dos idosos que trabalham no país são aposentados. Para especialistas, o brasileiro se aposenta para ter um complemento de renda, não para viver do benefício.

Maiores de 60 anos

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Maioria recebe o piso

A aposentadoria mais baixa é de um salário mínimo. A maioria dos aposentados (18,7 milhões de pessoas) recebe esse piso, que em 2016 é de R$ 880.

Menos de 1% – 182 mil pessoas – recebem o teto, que é de R$ 5.189,82

Outras 9,3 mil pessoas recebem acima desse valor. São casos especiais, com pensões concedidas pela Justiça e indenizações.

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Fonte: G1 Economia – Por: Taís Laporta e Karina Trevizan

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